O novo álbum do músico, que em breve será lançado em vinil, chega às plataformas de áudio em 14 de maio
Depois de dois álbuns instrumentais, o cantor e compositor Dillo retorna com mais um conjunto de gravações cantadas. Realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC – DF), Desinteligência Natural, seu novo trabalho, chega às plataformas de áudio em 14 de maio e, em breve, o disco ganha lançamento em vinil. E as novidades não param por aí, pois este é primeiro projeto de Dillo no qual ele divide seu lado autoral com a faceta intérprete, com canções de Chico Buarque e Edu Lobo, Nação Zumbi, Zé Ramalho, Sérgio Sampaio, Marisa Monte e Mutantes – incluindo, entre as músicas inéditas, uma parceria com Arnaldo Baptista.
A trajetória de Dillo, músico de Taguatinga, Distrito Federal, foi construída à margem de modismos fáceis: de sanfoneiro mirim a guitar hero, o multi-instrumentista atravessou décadas fundindo rock, blues e sonoridades de matrizes brasileiras e africanas, apostando na criação autoral e na experimentação estética.
Tal percurso pode ser conferido ao longo de seus registros, desde CrocoDilloGang (2004), ainda ancorado no rock inglês (e assinando como Dillo D’Araujo), à virada rítmica de Mestiço (2008), passando por trabalhos como Jacaretaguá (2012), Tempo tido (2016) – do hit “Mamãe, mamãe” – e chegando em Guitarrafrika (2020) e Serenata solitária(2025). No audiovisual, o DVD Música Roqueira Popular Brasileira (2010) sintetizou essa caminhada, combinando memória e invenção.
Gravado entre São Paulo e Brasília, Desinteligência Natural também amplia parcerias. A faixa de abertura, “Um Sonho” (Lúcio Maia/Jorge Du Peixe/Dengue/Pupilo), é uma dobradinha com Lucas Gonçalves e aponta para a herança do manguebeat. Em “Ode aos Ratos” (Chico Buarque/Edu Lobo), com Thiaguinho Silva, a crítica social ganha densidade. A faixa-título, com participação de Curumin, sintetiza o conceito do disco. “Frevo Mulher” (Zé Ramalho), com Diogo Leon Xavier, resgata tradição com energia elétrica, enquanto “Eu quero é botar meu bloco na rua” (Sérgio Sampaio), com Ellen Oléria, reforça seu viés libertário. “Avatar” (José Carlos Vieira/Dillo/Filipe Murbak) fecha o lado A com experimentação.
No lado B, “Algozritmo”, com Ricardo Pipo (da cia. de comédia Melhores do Mundo), Dillo ironiza o presente digital. Em “Ando meio desligado” (Rita Lee/Arnaldo Baptista/Sérgio Dias), com Daniela Firme, ele revisita a psicodelia verde e amarela. “Posso Perguntar” (Ellen Oléria), com Dammy Encanta, aposta na delicadeza; enquanto “Depois” (Marisa Monte/Arnaldo Antunes/Carlinhos Brown), com Thaise Mandalla, investe na interpretação. “Mulher eu sei” (Chico César), com Thaís Fread, mantém o tom confessional. E “Balada para Alexa” (Arnaldo Baptista/Dillo) encerra o disco com síntese entre crítica tecnológica e identidade autoral – e marca, ainda, a primeira parceria do mutante Arnaldo Baptista em muito tempo.
O público poderá celebrar com Dillo esse seu novo momento logo mais: no começo do segundo semestre, em datas a confirmar, o artista promove audição comentada do LP, faixa a faixa, na Oto Livraria (302 Norte) e sobe em palco de Taguatinga para lançar o álbum. Na sequência, realiza uma turnê de quatro datas em Portugal. Para acompanhar as novidades, siga o cantor nas redes sociais:
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