COM INGRESSOS CAROS E LOCAL COM CAPACIDADE INSUFICIENTE PARA A APRESENTAÇÃO, AS VENDAS PARA O SHOW XUCHÁ NA CAPITAL COMEÇAM NESTA TERÇA-FEIRA (22)

Xuxa marcou uma edição do XuChá, voltado para o público adulto, em Brasília no dia 14 de outubro. O encontro da Rainha dos Baixinhos com os fãs das décadas de 1980 e 1990 será no Net Live, espaço que comportará menos público em comparação as outras cidades em que a turnê vai passar.
Em Salvador, a capacidade do local que abrigará o show é de 50 mil pessoas (Arena Fonte Nova), em Recife será de 12 mil pessoas (Classic Hall), já em Brasília, nem a junção de 3 produtoras foi capaz de viabilizar um local adequado para o evento, com 3 mil lugares. O espaço recebe reclamações constantes por parte do público por conta da acústica e manutenção consideradas precárias. A última vez que Xuxa esteve na cidade, ela lotou dois dias do Ginásio Nilson Nelson, que pode abrigar até 12 mil pessoas.
O valor dos ingressos em cada cidade tem uma grande diferença:
Brasília
Camarote: R$ 500 (inteira) e R$ 250 (meia/Promo NET/Claro), Pista Premium: R$ 240 (inteira) e R$ 120 (meia/Promo NET/Claro), Pista: R$140 (inteira), R$70 (meia/Promo NET/Claro).
Salvador 
R$ 70 (plateia) e R$ 120 (Área VIP).
Recife
R$ 80 (VIP) e R$ 140 (frontstage).

NICOLAS BEHR LANÇA A ANTOLOGIA POÉTICA BRASILÍRICA NO BEIRUTE

Em Brasilírica, Nicolas Behr faz uma homenagem à cidade onde vive desde 1974, reunindo poemas sobre a capital. O livro celebra também os 40 anos da edição mimeografada de Iogurte com Farinha, sua primeira publicação. “Brasilírica canta a-cidade-que-não-é-mais-maquete. A ideia é que o leitor se deixe encantar pela lírica desta capital que ainda procura por sua voz”, diz o autor.
Com 98 poemas originalmente publicados entre 1977 e 2014, a antologia reúne trabalhos dos livros Poesília – poesia pau-brasília (2002), Braxília Revisitada (2004), Brasilíada (2010), Brasifra-me (2013) e A teus pilotis (2014).
O livro traz apresentação do escritor Marcelino Freire, um dos expoentes da literatura brasileira contemporânea. Sobre Brasilírica, ele afirma: “A reconstrução será sempre pela arte. É o que o poeta nos diz. Em cada um dos versos. Neste livro de poemas que nos faz pensar. Seguir além, resistindo. Confiante e consciente. Só os grandes poetas conseguem fazer isto. Uma revolução. Do tamanho de uma superquadra. Dentro da gente”.

Sobre o autor: ver site www.nicolasbehr.com.br

Serviço
Título: Brasilírica
Editora: Edição independente
Páginas: 64
Lançamento: 9 de agosto (quarta-feira)
Local: Bar Beirute, 109 sul
Horário: a partir das 17 h
Preço: R$ 20,00

INHOTIM: AT THE CROSSROADS OF GLOCAL CHANGE LEVA ARTISTAS BRASILEIROS PARA OS EUA

OLAFUR ELIASSON I believe, 1992 – 2000

O Inhotim realiza pela primeira vez uma exposição internacional, na sede do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington (EUA), entre os dias 18 de julho e 13 de outubro.

A mostra Inhotim: at the Crossroads of Glocal Change reúne obras da coleção de arte contemporânea do museu e experiências audiovisuais inspiradas nos jardins do Parque.

Com trabalhos dos artistas Iran do Espirito Santo, Luiz Zerbini, Olafur Eliasson e Vik Muniz, a exposição propõe uma reflexão sobre os impactos das mudanças climáticas e as ações que podem ser adotadas para reduzir os seus efeitos.

VIK MUNIZ The Sarzedo drawings – Envelope, 2002

Para a diretora artística adjunta do Inhotim, María Eugenia Salcedo, a Instituição tem o potencial de influenciar a sociedade de forma individual e coletiva, fornecendo um modelo que pode ser reproduzido globalmente.

“O Inhotim nos inspira a refletir sobre mudanças e ciclos. É um espaço que muda positivamente o ambiente no qual está inserido e, ao mesmo tempo, é mudado pelo ambiente”, diz a diretora.

“O Inhotim é um exemplo da arte a serviço da Humanidade, tanto por suas ações a nível local de apoio à comunidade onde está localizado, quanto pela influência que pode exercer para o debate global sobre mudança climática”, afirma Trinidad Zaldívar, chefe da Divisão de Cultura, Criatividade e Solidariedade do BID.

Na mostra, as obras abordam elementos da natureza como água, terra e plantas, sempre impactados por ações humanas. Já as experiências audiovisuais apresentam o Inhotim desde uma perspectiva panorâmica aérea, uma visão microscópica e um registro de 360º.

Um dos trabalhos apresentados é de autoria do coletivo artístico O Grivo, que produziu composições sonoras a partir de sons captados no Inhotim. Por meio de uma calculadora digital, o público poderá, também, medir suas emissões de carbono.

Artistas participantes e obras

IRAN DO ESPÍRITO SANTO
Copo d’água [Vaso de agua], 2006 – 2007

LUIZ ZERBINI
Areca, 2016
Braquiária noturna, 2016
Brumadinho, 2016
Cica, 2016
Trepadeira [Enredadera], 2016
Pau Brasil, 2016
Hortelã [Menta], 2016
Palmas, 2016
Bananeira [Banano], 2016
Mostera deliciosa Leaf, 2016

OLAFUR ELIASSON
I believe, 1992 – 2000

VIK MUNIZ
The Sarzedo drawings – Bomb, 2002
The Sarzedo drawings – Envelope, 2002

CHRIS BURDEN (exibição de vídeo sobre a instalação da obra)
Beam Drop Inhotim, 2008

Serviço:
Inhotim: at the Crossroads of Glocal Change
De 18/07 a 13/10 (de segunda a sexta), das 11h às 18h
Local: Centro Cultural do BID, 1300 New York Ave NW, Washington DC, 20577.
Para visitas guiadas, agendar pelo telefone (202) 623-1213.

EXPOSIÇÃO SEGUNDO PLANO DE DANIEL ZUKKO NO SESC DA 504 SUL

Com foco nos monumentos e na arquitetura da capital federal, o jornalista e fotógrafo Daniel Zukko idealizou a exposição fotográfica “Segundo Plano”. A inspiração de Daniel estará exposta, em 20 obras (todas emolduradas), entre os dias 8 e 26 de maio, na unidade do SESC da 504 sul. A visitação é gratuita com indicação livre. “Normalmente o olhar é sempre voltado para os grandes monumentos da cidade, porém existe muito mais coisa em volta. E esse é olhar da exposição: que enxerga ao redor ou atrás, sem perder a beleza ou encanto”, explica Zukko.
Os elementos também ganham cliques de outros ângulos com fotos aéreas captadas por um drone. Alguns desses momentos foram feitos pelo fotógrafo quando estava a bordo de sua VW Brasília, uma espécie de estúdio móvel que apelidou carinhosamente de #minhabrasilia. É lá que acontecem as entrevistas mais divertidas da cidade. Depois de editadas, elas vão para seu canal no youtube, o youtube.com/minhabsbTodos esses projetos foram criados e idealizados para prestigiar a capital com amor, e aquele toque de criatividade, tão característicos de Daniel Zukko.
E tem mais: durante a visitação, se houver amor à primeira vista por alguma dessas imagens, tudo bem, todas estarão à venda.

Exposição Segundo Plano
Data: 8 a 26 de maio
Local: Unidade do Sesc da 504 sul
Horário: das 8h às 22h
Gratuita
Classificação indicativa: livre

TIÊ FAZ SHOW NO TEATRO DOS BANCÁRIOS NESTA SEXTA-FEIRA (5) E DISPONIBILIZA O PRIMEIRO SINGLE DO QUARTO CD

Quem for hoje ao show da cantora Tiê no teatro dos Bancários, em Brasília, vai conferir em primeira mão, a música que intitula o quarto disco da cantora paulistana. O single batizado de “Mexeu Comigo” disponibilizado hoje para todas as plataformas digitais.
Tiê compôs a faixa em parceira com Adriano Cintra, e juntamente com Andre Whoong, produzem o disco.
A faixa, diferentemente de seus trabalhos anteriores, traz elementos eletrônicos mesclado com arranjo de cordas, traduzindo toda a densidade emotiva por trás da canção.
Tiê convidou um time de mulheres para trabalhar em sinergia, guiada pela intuição feminina e talento particular.
Desde a capa do álbum até a direção do clipe.
O resultado do trabalho foi captado pelo olhar da Gabriela Mo, quem dirigiu o videoclipe da faixa.
A foto da capa do single é da Carol Quintanilha e a arte da Rita Wainer.

Tiê
Show pelo projeto Festival MovA
Teatro dos Bancários (314 Sul; 11 2369-5360)
Hoje, às 20h. Ingressos a partir de R$ 25,00
Não recomendado para menores de 14 anos.

A JORNALISTA DA REDE GLOBO BARBARA LINS LANÇA PORTAL ONDE RELATA EXPERIÊNCIAS VIVIDAS NA NATUREZA

Barbara Lins

Batizado de “descobertas bárbaras”, a home leva o leitor para um universo de imersão na natureza. As inúmeras viagens são o que mais encantam no currículo da desbravadora, que apresenta lugares maravilhosos por meio de fotos e depoimentos.
Se aventure no www.descobertasbarbaras.com.br e conheça um universo onde a viagem e o bem-estar te levarão a experiências únicas.

Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso

O CARTUNISTA ALLAN SIEBER HOMENAGEIA BRASÍLIA COM EXPOSIÇÃO NO BARKOWSKI NESTA QUARTA-FEIRA (19)

O cartunista e artista plástico Allan Sieber presenteia a cidade com a exposição “Ofensas Gratuitas”. A mostra foca na cidade e no atual momento político do país. São cartuns em aquarela, intervenções em fotojornalismo e uma série de pinturas feitas especialmente para a ocasião. A exposição seguirá até 21 de abril e contará com uma pequena “lojinha” onde estarão disponíveis livros do autor e as camisetas pintadas a mão da fictícia marca TOSKLEN, que Allan criou como uma resposta irônica a certo ambiente neo-hippie burguês carioca. O artista estará presente na abertura e todas obras estarão a venda na Galeria Bras.ilha, na 408 sul. A abertura da “Allan Sieber Brasília Misery Tour 2017” acontece no Barkowski, na 408 norte, onde Allan estará a partir das 20h desta quarta-feira (19), desenhando ao vivo para os frequentadores do bar.
Allan Sieber nasceu em 1972. Gaúcho de Porto Alegre, é cartunista, artista plástico e trabalhou anos com animação, escrevendo e dirigindo. Manteve a mítica produtora Toscographics de 1999 a 2014 no Rio de Janeiro, cidade onde mora há quase duas décadas. Colaborou com diversas revistas e jornais nacionais, como Piauí, , Playboy e Trip, além de ter trabalhos publicados na Argentina, França, México, Finlândia e Espanha. É autor dos curtas-metragens “Deus é pai”, premiado internacionalmente e nos festivais de Gramado e Animamundi, “Jonas” , “Os Idiotas mesmo” e vários outros, sempre no campo da animação adulta. Assinou as animações do filme ” O Homem que copiava”, de Jorge Furtado. Através da Toscographics criou aberturas e vinhetas para a Rede Globo, lançou documentários como “Sou feia mas tô na moda”, sobre as mulheres do Funk carioca, e “Pereio, eu te odeio”, sobre a ator Paulo César Pereio (em finalização). Trabalhou como roteirista em programas como “Casseta & Planeta” , “Amor & Sexo” e “Tá no Ar” e apresentou, no Canal Brasil, as séries “Trash Hour” ,“Tosco TV” e “Desanimação”. Allan é autor da aclamada tira de quadrinhos “Vida de Estagiário”, que foi adaptada para a TV. A série foi a primeira aposta do canal Warner, em produções nacionais. Atualmente dedica-se à pintura e ao desenho de humor. Já publicou mais de 10 livros, entre eles, “Preto no Branco”, “Assim rasteja a humanidade”, e “Perca amigos, pergunte-me como”. Publica diariamente a tira “Bifaland” e “Preto no Branco” no jornal A Folha de São Paulo.

A CAIXA-PRETA DE CELSO BRANDÃO NA CAIXA CULTURAL BRASILIA

São 66 anos de histórias, de memórias registradas por suas lentes únicas. Lentes de quem vê o povo, a cultura popular com todas as suas nuances, dores e simplicidade daqueles que lutam para sobreviver no Brasil. Um registro das terrinhas alagoanas, do sertão e de todo o país. Considerado hoje um dos mais aclamados fotógrafos brasileiros, Celso Brandão vai mostrar, pela primeira vez no Brasil, sua pesquisa de anos que deu origem à exposição e livro Caixa-Preta. Após a estreia na Maison Européenne de la Photographie, em 2016, na cidade de  Paris (França), a capital federal irá receber a exposição.

Até 14 de maio, os brasilienses poderão conferir 56 retratos que revelam a essência do povo que caminha por nossos sertões afora. A mostra, que contém 17 obras inéditas que não foram expostas na França, tem visitação sempre de terça-feira a domingo, das 9h às 21h, na Caixa Cultural Brasília (Setor Bancário Sul Quadra 4 Lotes 3 / 4). A entrada é franca.

Celso Brandão
Nascido em 1951, na cidade de Maceió, Celso Brandão é fotógrafo e cineasta. Alguns dos seus trabalhos pertencem hoje à Coleção Pirelli, de 1996.  Desde pequeno Celso se interessou pela arte, pela pintura e chegava a passar o dia inteiro brincando com barro. Queria fazer teatro, mas na época não havia aula na região. Criava então histórias com fantoches. Do pai, ele herdou a essência nômada e, da mãe, a veia artística.
O amor pela arte sempre esteve presente na vida do alagoano Celso Brandão, de 66 anos. Ainda criança, Celso se interessou pelo povo, índios, negros, excluídos socialmente – não à toa, diz que em suas veias corre sangue indígena – pela mitologia e cultura que clama nos interiores de sua terra e das diversidades dos Brasis. Vendo sua vocação para arte, seu pai lhe deu uma câmera fotográfica aos 13 anos de idade. E Celso nunca mais parou de registrar a essência da cultura popular tupiniquim.
Além de fotógrafo, Brandão também se aprumou nas lentes das câmeras do cinema. Cineasta e documentarista, fez filmes como o seu primeiro e premiado documentário Reflexos, sobre a Lagoa Manguaba, em Alagoas.  A produção ganhou primeiro lugar no Festival de Cinema de Penedo. O filme foi rodado com uma câmera Super 8 emprestada por uma amiga.  Assina ainda como diretor Filé de Pombal da Barra, Mandioca da Terra à Mesa, Benedito: O Santeiro, Dede Mamata, Ponto das Ervas, A Singeleza da Singeleza , A Casa de Santo, Memória da Vida e do Trabalho (1ª Mostra Internacional do Filme Etnográfico) Chão de Casa, Mestra Hilda, Mestre Benon, o Treme Terra, este dele e de Nicolle Freire, O Lambe-Sola, as opiniões de Celso Brandão sobre o popular poeta Antonio Aurélio de Morais.

Serviço:
Exposição: Caixa-Preta – Celso Brandão
Abertura: 21 de março de 2017, às 19h
Visitação: Até 14 de maio de 2017. Terça-feira a domingo, das 9h às 21h, na Caixa Cultural Brasília (Setor Bancário Sul Quadra 4 Lotes 3 /4).
Informações: 3206-9448.
Entrada franca.
Classificação livre. 

QUARTA DIMENSÃO SE DESPEDE DO CONIC

O projeto que se firmou como marco da revitalização cultural do Setor de Diversões Sul se despede do complexo nesta quarta-feira, 15 de março, com três grandes shows. A iniciativa começou em março de 216 e levou várias atrações para o espaço, até então esquecido pela população.
Para o evento de despedida, o Quarta Dimensão tem a honra de apresentar as bandas brasilienses Alarmes, O Tarot e Ellefante.

Em 2016, Brasília foi premiada com um projeto inovador que ocupou as quartas-feiras do centro da Capital. Batizada de Quarta Dimensão, a iniciativa apresentou ao público a música de artistas autorais de vários cantos do Brasil.
O Quarta Dimensão, iniciado em 2 de março de 2016, cedeu espaço e estrutura para mais de 80 artistas e bandas que apresentaram seus trabalhos no palco do Teatro Dulcina.
O Quarta Dimensão é um festival semanal realizado todas as quartas-feiras no Teatro Dulcina. O evento adota a proposta do Quanto Vale o Show, ou seja, o público escolhe quanto vai pagar para assistir as apresentações, com apenas uma nota, de R$5, 10, 20, 50 ou 100. Quem ficar mais satisfeito do que imaginava pode complementar o valor pago depois de assistir aos shows, voltando à bilheteria para uma nova contribuição.
Os recursos arrecadados são usados para a revitalização do Complexo Cultural Dulcina de Moraes (CCDM) e do Setor de Diversões Sul (SDS). O projeto trabalha com vistas à constante sensibilização das pessoas quanto à importância do apoio individual na escolha do valor a ser pago como ingresso.

ALARMES
FB: https://www.facebook.com/AlarmesOficial

O TAROT
FB: https://www.facebook.com/otarotoficial

ELLEFANTE
FB: https://www.facebook.com/ellefanteoficial

SERVIÇO
Quarta Dimensão
Quarta-feira (15), a partir das 22h
Ingressos a partir de R$ 10 (Cada um escolhe pagar R$10, 20, 50 ou 100)
Local: Sub Dulcina – Complexo Cultural Dulcina de Moares (CONIC) – Brasilia DF
*Entrada pela Casa do Chocolate em frente ao Hotel Nacional
Informações pelo telefone (61) 8417-6112

AS CAIXEIRAS CIA. DE BONECAS PRESENTEIA O PÚBLICO COM “REVIRAVOLTA”

“Reviravolta” é um projeto do grupo brasiliense As Caixeiras Cia. de Bonecas. A companhia completa 10 anos em 2017 e para marcar a data, decidiu recriar, por meio de oficinas, o espetáculo para crianças “De outro jeito”, que estreou em 2011 e desde então tem encantado alunos de diversas escolas e eventos do Distrito Federal.
O nome “Reviravolta” reafirma a necessidade de aprofundar aspectos fundamentais da execução do projeto, como por exemplo, a manipulação dos bonecos, a reconstrução de elementos de cena, a compreensão das possibilidades educativas que podem emergir das apresentações feitas para o público de primeira infância, a experimentação atenta à mesclagem das linguagens do Teatro de Boneco e a Palhaçaria, entre outros.
A proposta visa aprofundar a pesquisa no campo do Teatro de Formas Animadas, em especial a construção e a manipulação de bonecos de manipulação direta com profissionais renomados do Brasil e Argentina, e compartilhar esse aprendizado com artistas do DF por meio da realização de oficinas gratuitas. Este processo se alia à manutenção do espetáculo de bonecos “De outro jeito”, que vai circular por escolas de Educação Infantil do DF, com atividades educativas de mediação para a formação de plateia.
A primeira etapa do projeto “Reviravolta” ocorre nos dias 11 e 12 de março com a Oficina de Confecção de Bonecos, ministrada pela construtora e marionetista argentina Rosana Lopez, uma exímia escultora de bonecos, formada em Artes Plásticas e integrante da Cia. El Alma em ei Hilo.
A segunda etapa acontece nos dias 9 a 11 de junho, com a realização da Oficina de Manipulação Direta, ministrada por Igor Godinho, integrante do coletivo O Pigmalião Escultura Que Mexe. Godinho tem como focos a marionete de fios, a relação do ator com o boneco e o Teatro Visual.
Após as duas oficinas, o projeto Reviravolta entra em uma terceira etapa, que consiste no aprofundamento dos aspectos fundamentais de sua execução por meio da remontagem do espetáculo “De outro jeito”.

“Comemoramos nossos dez anos de grupo com uma trajetória sólida e cheia de aprendizados. Hoje temos cinco espetáculos em nosso repertório e isto comprova que nestes anos temos dado duro para nos manter enquanto grupo, atuantes e produtivas em nossa cidade.” Conta Amara Hurtado, uma das integrantes das Caixeiras Cia. de Bonecas.

“Gostamos de ver que, além do crescimento interno da companhia, temos compartilhado tudo isto com o público em suas diferentes faixas etárias e contextos sociais. Para nós não teria sentido toda esta produção se não a levássemos para lugares diferenciados. Não valeria tanto suor se não chegássemos as escolas rurais, aos grupos de mulheres, creches, movimentos sociais e comunitários. Para as Caixeiras o Teatro é para todos e nós fazemos questão de fazer valer nosso compromisso com a sociedade em que vivemos e por isso gostamos e não medimos esforços para  compartilhar com todos. As oficinas são uma maneira de partilhar aprendizados com outros artistas que também buscam seu aperfeiçoamento. Queremos celebrar com todos e as oficinas são um meio de fazer isso.” Convida Amara Hurtado.

Sobre o espetáculo “De outro jeito”:
Em 2011, As Caixeiras Cia. de Bonecas criaram o espetáculo infantil de bonecos “De outro jeito”. A montagem optou por trabalhar com bonecos de manipulação direta, com uma atriz manipulando um boneco e trabalho de interpretação das atrizes. Em quatro anos, percebeu-se que a manipulação feita por apenas uma pessoa perde muito sua precisão, seu efeito de “realidade”, e ainda sobrecarrega fisicamente o corpo das manipuladoras. Outro ponto observado é que a relação entre as atrizes e a plateia cresce a cada apresentação, porém é preciso fundamentar tal jogo.
Para o grupo essa lacunas poderão ser preenchidas pelo trabalho e apropriação da linguagem da Palhaçaria e aperfeiçoamento da manipulação de bonecos. Para alcançar esse objetivo o projeto prevê um novo período de ensaio do espetáculo a serem conduzidos por dois profissionais do DF para orientar o grupo na manipulação, no jogo e na movimentação cênica a partir de uma perspectiva na linguagem do Clown. A atriz, palhaça e diretora Ana Luiza Bellacosta será a condutora do processo de Palhaçaria. O ator e bonequeiro Vitor Borysow auxiliará nas cenas com bonecos.

Oficina de Confecção de Bonecos com Rosana Lopez:
A Oficina de confecção é ministrada pela bonequeira argentina Rosana Lopez. A proposta é compreender de maneira pratica a mecânica para a construção de mecanismos e articulações para bonecos de manipulação direta. Para tal, é preciso a compreensão de escalas, proporcionalidade, eixo, peso e contrapeso, tipos de corte, ângulos, tipos de materiais, possibilidades de encaixes e gatilhos.
A ação visa aperfeiçoar e ampliar a técnica de construir bonecos de teatro ao mesmo tempo em que possibilita a profissionalização e a independência dos bonequeiros brasilienses. Ao final, cada participante terá construído um boneco.

Oficina gratuita, com duração de 12 horas/aula para até 15 pessoas. A oficina é direcionada para artistas, professores e bonequeiros, com preferência para quem já trabalha com Teatro de Animação. Será realizada no Laboratório de Formas Animadas da Universidade de Brasília (LATA-UnB), no Edifício Multiuso.

Ministrante: Rosana Lopez é construtora e marionetista argentina, vive em Mendoza. Exímia escultora de bonecos e integrante da Cia. El Alma em ei Hilo e formada em Artes Plásticas.

Oficina de Manipulação Direta com Igor Godinho:
O Pigmalião Escultura Que Mexe sempre procura em seus trabalhos dar ao público a ilusão de que seus bonecos estão vivos. Para que isso aconteça, o grupo pesquisa a naturalidade e a semiótica de cada gesto, postura ou formas diferentes de locomoção fazendo crer que objetos inanimados têm alma própria. Nesta oficina, o Pigmalião compartilhará suas técnicas de manipulação direta organizadas em cinco conceitos-chaves: peso e contrapeso, foco, gestos essenciais, economia e triangulação. Por meio de exercícios e práticas de criação, os alunos serão estimulados a observar e representar diferentes formas de movimento que podem ser aplicadas nas diversas técnicas de manipulação.
A oficina será realizada para até 15 bonequeiros do DF, com o objetivo de aperfeiçoar e ampliar as possibilidades técnicas de manipular objetos e/ou bonecos de balcão. Será gratuita e terá 18h/aula.

Ministrante: Igor Godinho – O Pigmalião Escultura Que Mexe é um coletivo de artistas que encontrou no Teatro de Bonecos o veículo ideal para desenvolver trabalhos no limite entre as Artes Cênicas e as Artes Plásticas. Criado em 2007 em Belo Horizonte/MG, o grupo sempre procurou desenvolver espetáculos com profundidade conceitual e filosófica. A marionete de fios, a relação do ator com o boneco e o Teatro Visual são seus principais focos. Na construção contínua de sua identidade, o Pigmalião busca o reconhecimento do Teatro de Bonecos na produção artística contemporânea.

O projeto tem patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Cultura do Distrito Federal e conta com parceira entre As Caixeiras e o Laboratório de Formas Animadas da Universidade de Brasília (LATA-UnB) e apoio da Universidade de Brasília (UnB).

Serviço: Projeto Reviravolta
Oficina de Confecção de Bonecos
Dias: 11 e 12 de março de 2017 – das 9h às 12h e das 14h às 17h
Local: Laboratório de Formas Animadas da UNB (LATA) – Edifício Multiuso
Oficina de Manipulação Direta
Dias: 9 a 11 de junho de 2017 – das 9h às 18h
Local: Laboratório de Formas Animadas da UNB (LATA) – Edifício Multiuso

As oficinas são gratuitas
A participação deverá ser feita mediante inscrição pelo e-mail: oficinas.caixeiras@gmail.com
O candidato ou candidata deverá enviar nome completo, telefone e breve currículo com informação acerca da experiência do candidato com Teatro de Animação.
Informações: ascaixeiras@gmail.com e (61) 98402-3120
Oficinas: oficinas.caixeiras@gmail.com
Acesse: www.ascaixeiras.com.br